perguntei, noite dessas, à Lua:
- por que és símbolo, se não é tua
a luz que apenas finges brilhar?
se é do Sol que vem o teu manto,
se tomas de outro o teu encanto,
por que te exaltam a luz do luar?
disse-me assim, meio constrangida,
que são coisas que acontecem na vida
e que não é a única a brilhos roubar.
lembrou-me que eu - pedra dura e fria -
se brilho no rosto um ar de alegria
é de uma mulher que vem esse ar.
(calou-me... calei-me...)
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